Cultura maker: o que é e como ela pode te ajudar na evolução da sua criatividade

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"Aprenda a fazer... Fazendo" poderia ser uma boa forma de definirmos o que é a cultura maker, que vem revolucionando os espaços educacionais e de trabalho há mais de 50 anos.

Com o surgimento dos primeiros computadores pessoais, ainda na década de 70, a humanidade se viu frente a um grande desafio: o que fazer e como utilizar aquela que seria uma das maiores invenções de nosso tempo de uma forma mais significativa?

Buscando explorar todas as potencialidades das tecnologias que passaram a ser cada vez mais presentes em nossas vidas, lançamo-nos ao longo desses 50 anos em uma grande caçada pelo aprendizado incessante, despertado pela curiosidade e, sobretudo, pela necessidade de criar algo que além de útil, pudesse também contribuir para uma rotina mais simplificada.

30 anos depois do marco inicial dessa nossa história, em 2000, conhecemos aquilo que simbolizaria a concretização da cultura maker e, também, um grande salto em termos de possibilidades criativas: as primeiras impressoras 3D domésticas, que nos deram a oportunidade de transformar a realidade ao nosso redor.

E, além das muitas novidades do mundo tecnológico, vimos também a cultura maker aparecer como uma das grandes tendências educacionais em que pudemos criar um ambiente escolar em que crianças e jovens assumam efetivamente o protagonismo em sua jornada educacional, buscando, aprendendo e compartilhando através do fazer.

Em casa, a cultura maker também se faz valer. Com familiares aplicando em suas vidas os princípios do aprender a fazer fazendo, as crianças aprendem a encarar dessa mesma maneira os desafios que surgem ao longo de suas vidas, através do exemplo.

Inspirados por uma vida sem amarras e com limites criativos cada vez mais frágeis, os makers tratam justamente disso: mais liberdade criativa e menos amarras para o aprendizado e para todas as potencialidades do fazer. 

A cultura maker para além do DIY

O Do It Yourself!, ou Faça Você Mesmo! em português, surgiu como um movimento norte-americano dos anos 50, no pós-guerra.

Com a reorganização familiar e com ex-combatentes retomando suas vidas, a tendência rapidamente adquiriu força e forma, liberando as mais diversas pessoas para o trabalho manual como saída econômica e criativa para as demandas que surgiam no dia a dia.

De consertar o próprio carro a decorar a própria casa, o DIY se consolidou como uma maneira de, de forma independente, aprender a fazer fazendo.

Atualmente, figura nas redes sociais com conteúdos atraentes, que cativam milhões de espectadores, que tentam também reproduzir em suas casas as mais diversas formas de criação.

Além de entreter e de inspirar, o DIY contribui também com a manutenção e geração de renda a partir da especialização que se pode construir através desse primeiro incentivo.

Letterings são um claro exemplo disso. É possível encontrar grandes canais e perfis que buscam a divulgação desse tipo de arte como uma boa alternativa para a geração de renda, e, ainda, cursos totalmente voltados para ensinar suas técnicas.

Seja monetizando videoaulas inspiradoras, quem aposta em DIY como ferramenta de trabalho acaba apostando também em uma vida muito mais criativa.

A experiência maker como estímulo à criatividade

Aprender a fazer fazendo é uma experiência que pode realmente mudar a sua forma de viver, tanto em seu trabalho, em sua vida pessoal e em seu processo de aprendizagem.

Quando criamos um ambiente propício para a troca, para a construção conjunta e para o aprendizado mútuo, potencializamos ainda mais os efeitos e as fases do que é a experiência de uma vida inserida em uma cultura maker.

Se você topa o desafio de mudar as suas perspectivas criativas, de consumo, de trabalho e de aprendizagem, veja, agora, como começar:

1. Perceba

A observação é uma das formas mais requintadas de perceber o mundo ao nosso redor e de nos anteciparmos às tendências, às suas demandas e, até mesmo, aos desvios de percurso que podem ocorrer enquanto executamos qualquer atividade e a cultura maker tem tudo a ver com isso!

2. Investigue

Percebeu algo que te chamou mesmo a atenção? Agora é hora de se dedicar à investigação.

Desmembre a situação em pequenos blocos de informação e busque compreender a forma como o seu objeto de investigação foi desencadeado. A partir do resultado da sua análise, certamente você terá um caminho a percorrer e isso vale para todas as dimensões maker: trabalho, escola, casa, comunidade e vida.

3. Projete

Projetar é parte essencial da cultura maker, pois estabelece um caminho a ser percorrido para que se chegue a um resultado final adequado às suas demandas iniciais.

Isso quer dizer que aprender a fazer fazendo não é algo meramente instintivo, pois requer método e muita dedicação, seja para resolver a sola do tênis que descolou, seja para criar, através de um arduíno, um sistema de liberação de ração automaticamente para seu cachorrinho.

4. Crie

E a cultura maker, o DIY e o aprender a fazer fazendo tem como peça fundamental essa "coisinha" que nos faz tão incríveis: a criatividade!

Coloque as mãos na massa e faça o seu projeto sair do papel! Invista um tempo nele e saiba que para o que precisar, a Faber-Castell está aqui para te ajudar! Conte com a gente para desbloquear o universo que há dentro de você através do
Combo Power de Criatividade e viva, em sua plenitude, o sentido de uma vida maker!
 

Comentários 4

Visitante - Ffrancisco cavalcante em Sexta, 23 Abril 2021 16:46

muito interessante. gostei muito.

muito interessante. gostei muito.
Visitante - Adriana Meyer em Sexta, 30 Abril 2021 15:56

Simples, ´prático e super reflexivo.
Ótimo texto

:p Simples, ´prático e super reflexivo. Ótimo texto :)
Visitante - Jaqueline de Freitas. em Sábado, 15 Mai 2021 01:17

? Amando o aprendizado.??

? Amando o aprendizado.??
Visitante - Jane em Sexta, 21 Mai 2021 20:15

Muito bom. Gostei!

Muito bom. Gostei!
Visitante
Quinta, 05 Agosto 2021